Desde pequena, tal como todas as crianças até hoje, que ouço falar do paraíso terrestre.
Quando dele ouvia falar, o paraíso terreal era sempre descrito como uma espécie de jardim - daí o nome de Jardim do Éden.
Mais tarde, mais consciente e mais instruída para a apreciação das obras de arte de todos os tempos, reparei que o paraíso era sempre representado como uma espécie de bosque muito frondoso, com mais ou menos animais, conforme o autor e, normalmente, com um rio ou riacho, ou até mesmo um lago.
Os animais existentes eram sempre aqueles animais "fofinhos" de quem toda a gente gosta: coelhinhos, aves, corças, esquilos, etc.
Ora eu sempre me perguntei por que motivo o paraíso sempre foi representado em florestas ou bosques, mas nunca ninguém o pintou junto ao mar, pois também aí há paisagens lindíssimas, também há aves e, sobretudo, uma grande variedade de vida marinha, já para não falar dos belos peixes e crustácios saborosos que Adão e Eva deviam ter apreciado.
Foi preciso, no século XX, "inventar-se" o turismo e as grandes empresas turísticas "descobrirem" os potenciais das costas do nosso globo, para aparecerem, finalmente, os paraísos que eu imaginava.
Agora não temos só um paraíso, mas milhares, tanto nas costas marítimas como no interior, mas estes, além daqueles animais carismáticos, mostram aos descendentes do casal ancestral da humanidade, todo o tipo de fauna de pequeno e grande porte.
O mais interessante é que também nestes paraísos há que ter muito cuidado com a serpente tentadora, porque neles as tentações, por serem muitas e muito apetecíveis, podem levar a excessos perigosos.
Como falo de paraísos, não posso deixar de referir os "paraísos fiscais".
Esses são paraísos em toda a acepção da palavra, de gozo e de poder. Neles não há que ter medo da serpente tentadora, pois todos os grandes magnatas que nesses paraísos puseram a riqueza a salvo, disfrutam-na plenamente, assim como dos variadíssimos prazeres que o dinheiro pode comprar.


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