quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Sonhos



A época balnear já acabou, as praias estão praticamente desertas e o calor deu lugar às temperaturas amenas do Outono.
Com um sol radioso e estas condições perfeitas, eu não poderia deixar de aproveitar um passeio à beira-mar e de, mais uma vez, me sentir dona de uma praia inteira, pois estava deserta.
Esta praia é pequena e fica encravada entre falésias. Aqui o vento é quase nulo e, portanto, instalei-me como se estivesse numa esplanada. Como não tinha horários a cumprir, sentei-me numa extremidade da praia, encostada a uma rocha, a ouvir o som das ondas que me relaxam e me acalmam, preenchendo o tempo entre a observação do que me rodeava e a leitura dum livro que levei.
Neste estado de calma e bem-estar, ao olhar mais uma vez para a rebentação das ondas, na extremidade oposta da praia vi um vulto a sair da água e zás ... a minha imaginação disparou.
Um vulto com um tridente na mão? Só pode ser Neptuno, o deus do mar! As ondas estão mais revoltas e a espuma mais branca? Só podem ser os cavalos do carro deste deus marinho que estão a saltar para a areia!
O meu devaneio já ia a galope!
 Mas todos os sonhos têm um fim. Este não durou muito. Só durou o tempo que o vulto levou a sair da água e ...... adeus ilusão!
O Neptuno era apenas um pescador-mergulhador, com o fato próprio desta tarefa e que empunhava o seu bastão de caçar peixes.
A desilusão foi grande mas reconheço que o pescador  desconhecido, sem o saber, foi o personagem principal de um sonho acordado, louco e curto - mas belo - e por isso lhe estou muito grata.
Os sonhos não são reais mas, se são bons, deixam-nos felizes!












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